RePública Em Ação

Debatendo temas sobre Relações Públicas

Crises são mesmo evitáveis e administráveis?

O tema do 1º Fórum de Relações Públicas da Amazônia tratou do tema “Gerenciamento de Crises: Evitáveis e Administráveis”. O evento foi promovido pela Delegacia Pará do CONRERP 6ª Região, com o apoio institucional do IESAM no último dia 23/02.

É inegável que o assunto é muito estimulante, são tantas as ferramentas que podem ser usadas para amenizar uma crise no mundo corporativo, que de fato muitos outros debates precisam ser feitos para que esgotemos essa abordagem, se é que ela tem o propósito de ser finalizada. Por outro lado, é fácil perceber que tanto profissionais e empresas não sabem realmente como agir diante de um conflito que envolva a imagem de uma empresa.

Roberto de Castro Neves, em seu livro Crises Empresariais com a Opinião Pública, diz; “… mais dia, menos dia, toda organização vai passar por uma crise dessa natureza. Grande ou pequena, simples ou complexa, com sequelas ou não”. E completa “Mas a boa notícia é que as CEOPs (crises empresariais com a opinião pública), na sua maioria podem ser evitadas. E quando isso não for possível, em acontecendo, elas podem ser administradas de forma a reduzir os seus estragos”.

Administradas, até podem ser, como de fato precisam ser, mas evitadas, não creio que podemos, pois todos estão expostos diante das novas mídias, twitter, facebook e outros, isso nos coloca numa linha de frente impossível de se esconder, logo ficamos sujeitos a qualquer bombardeio e a um passo de nos depararmos com uma crise.

Como o próprio Roberto disse, a maioria das crises podem ser evitadas, mas não todas. Algumas coisas são lógicas, como manter-se sempre ao lado da verdade, da ética, da qualidade e da transparência. Mas acontece que os boatos, as informações infundadas e a maldade humana podem nos colocar num furacão não previsto. É neste momento que devemos nos manter calmos para saber lidar com as tempestades. E cada vento sopra diferente em cada situação e devemos está atentos as previsões meteorológicas para prepararmos o guarda-chuva, ou o guarda-sol.

Assim sendo, não há fórmulas para resolver uma crise, temos que vivê-las para aprender. Mas um manual de condutas sim, pode ser desenvolvido por cada pessoa ou empresa, prevendo todas as possibilidades que podem dar errado em seus negócios, isso é obrigação, pois cada um sabe o que pode não sair como o planejado, como por exemplo: uma falha na produção de um produto, a saída de um colaborador insatisfeito, uma reclamação de um cliente, a instabilidade econômica, o mercado concorrente, entre outras peculiaridades.

Um manual de gerenciamento de crises deve ser uma bíblia para cada empresa ou pessoa física que está exposto no mercado. E cada manual é único, que pode servir de base para um seguimento, mas nunca será seguido da mesma forma para todos, já que cada contexto é um contexto diferente.

Luciana Hage

Relações Públicas/ Conrerp-1021

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28 de fevereiro de 2011 Posted by | Uncategorized | 5 Comentários

Auditoria de Imagem Por Wilson Bueno

Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UMESP – Universidade Metodista de São Paulo, e diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa e da Mojoara Editorial Ltda. Consultor de empresas públicas e privadas em Comunicação Empresarial. Já orientou cerca de uma centena de dissertações e teses em Comunicação e tem vários livros publicados. Edita 8 portais em Comunicação/Jornalismo e um blog (www.blogdowilson.com.br). Seu perfil no twitter é @wilbueno.

Depois de uma breve passagem por Belém, ministrando módulo do MBA em Gestão da Comunicação Corporativa, na Escola Superior da Amazônia, o professor nos concedeu, gentilmente, a entrevista abaixo, onde compartilha um pouco de sua vasta experiência como profissional da comunicação.

Entre tantos livros publicados a respeito da comunicação empresarial, eu destaco três obras que são verdadeiras bíblias para quem trabalha nesta área, são eles: Comunicação Empresarial – Teoria e Pesquisa; Comunicação Empresarial No Brasil: Uma Leitura Crítica; Comunicação Empresarial: Políticas e Estratégias.

Muito se discute hoje sobre as formas de melhor manter a imagem positiva de uma empresa perante seus públicos de interesse, mas efetivamente pouco tem sido feito para que de fato essa imagem seja mantida. Por quê? Algumas respostas podem ser encontradas nesta entrevista. Vejam.

RePública 1- Auditoria de imagem deveria ser uma “obrigação” nos planejamentos de comunicação dentro das empresas? E por quê?

Wilson: Monitorar a imagem de uma organização é requisito básico de um moderno planejamento de comunicação porque a imagem e a reputação são, como a marca, o capital intelectual etc, ativos intangíveis fundamentais, valorizados pelo mercado, pela sociedade e pelos stakeholders. Uma organização que não avalia, sistematicamente, a sua imagem e reputação permanece vulnerável a crises e a problemas de relacionamento.

RePública 2- Em tempos de total falta de privacidade que temos vivido, especialmente em se falando das empresas, já que a internet tem se mostrado um veículo de descarga de emoções quando um consumidor se sente mal atendido, ainda é possível se pensar em “eu não quero saber o que pensam da minha empresa”?

Wilson: De forma alguma. Numa sociedade conectada, em que as redes sociais têm um peso cada vez maior na formação da imagem e da reputação das organizações, é essencial o relacionamento competente com os públicos de interesse. Caso isso não ocorra, certamente a organização será penalizada e os exemplos se multiplicam para evidenciar que o atendimento de excelência se constitui em diferencial competitivo, visto que, infelizmente, boa parte das organizações ainda pecam neste sentido.

RePública 3- Como convencer um gestor quanto à importância vital de monitorar o que as pessoas falam sobre sua empresa, ou seu produto, ou mesmo sobre a gestão desenvolvida no ambiente interno?

Wilson: O ideal é, se o gestor ainda não se deu conta desta importância, relatar casos reais em que, por falta de monitoramento, decisões não foram tomadas a tempo, com prejuízos incalculáveis (financeiros ou não) para as organizações. Os stakeholders devem ser sistematicamente ouvidos porque eles têm a capacidade de impactar a imagem, a reputação e os negócios de uma organização. A urgência em tomar decisões só é conseguida, se houver um monitoramento permanente e bem realizado dos stakeholders.

RePública 4- Professor, por mais difícil que possa parecer, ainda tem muitas empresas usando aquele velho chavão “o público que se dane”, qual o futuro daquelas que pensam desta forma?

Wilson: O futuro delas não é promissor e a tendência é que não sobrevivam ou percam, se ainda têm, a sua posição de líderes ou de destaque no mercado. As crises certamente ocorrerão e elas dispenderão recursos, tempo e esforço para resolver (se é que vão conseguir) os problemas decorrentes desta postura, inaceitável nos dias atuais.

RePública 5- O que mudou no cenário da comunicação empresarial nos últimos 30 anos, pelo menos?

Wilson: A maior conscientização dos consumidores/clientes, o aumento de rigor da legislação (código de defesa do consumidor, ambiental, trabalhista, direitos humanos etc), a aceleração da informação, a globalização, a convergência das mídias, a emergência das redes sociais etc trouxeram novos desafios às organizações que agora precisam priorizar o relacionamento com os seus stakeholders, mas também profissionalizar o seu processo de gestão. A comunicação, por sua vez, precisa ser definitivamente incorporada ao planejamento estratégico e devem existir mecanismos de avaliação dos processos, produtos e ações de uma organização.

RePública 6- Qual é o papel do público consumidor para que cada vez mais possamos ter empresas realmente responsáveis, social e ambientalmente?

Wilson: O público consumidor vem se conscientizando sobre sua importância e o papel que deve desempenhar para que as organizações (públicas, privadas etc) sejam efetivamente responsáveis, sustentáveis e na prática isso vem ocorrendo. O número de processos e de reclamações contra as organizações vêm crescendo e as crises são cada vez mais freqüentes para aquelas que insistem em ignorar esta nova realidade.  Temos que ser consumidores, cidadãos e funcionários críticos porque, com isso, podemos contribuir para reverter um panorama que ainda está longe do ideal. Nossas organizações têm uma gestão autoritária, muitas desrespeitam o consumidor e o cidadão em geral, e sobretudo não contemplam adequadamente os seus funcionários. Como as mudanças costumam ocorrer pela pressão, pela vigilância de todos nós, não podemos baixar a guarda e devemos exigir que as organizações se adaptem aos novos tempos.

RePública 7- Como o senhor enxerga o futuro da comunicação entre empresas e seus diversos públicos, nos próximos anos?

Wilson: Certamente, haverá uma maior participação dos cidadãos via redes sociais e uma exigência crescente pela profissionalização da comunicação (uma visão estratégica, planejamento adequado, incentivo à pesquisa, projetos de monitoramento de imagem e reputação etc). Os públicos, mais conscientes, demandarão atendimento competente, ética, transparência e, portanto, uma comunicação que responda a estas novas exigências. O mercado na área se fortalecerá e ficará claro de que a gestão da comunicação não pode ficar em mãos de amadores. Quem apostar contra isso, a meu ver sairá perdendo e talvez mais rápido do que possa imaginar.

RePública 8- As redes sociais tem sido uma verdadeira “febre” no mercado. Cada vez mais as empresas estão criando seus perfis dentro desses veículos, mas elas estão sabendo utilizar essas ferramentas a favor de suas imagens?

Wilson: Não, as empresas , com raras exceções, ainda não se deram conta de que as redes sociais existem para promover relacionamentos e não apenas para circulação de informações unilaterais que servem para o seu interesse comercial ou institucional. Muitas imaginam poder dominar as redes sociais, constranger os adversários e aqueles que têm divergências em relação a elas, mas estão se convencendo de que, diferentemente da mídia tradicional, o controle e a pressão funcionam pouco neste novo ambiente. E é preciso reconhecer que a maioria das organizações está fora das redes e as vê com suspeita, desconfiança ou preconceito. As empresas usam mal as redes e, por isso, para muitas delas, a sua imagem e reputação se vêem continuamente arranhadas nesse novo espaço de interação. As redes sociais existem para cultivar o diálogo e são avessas a constrangimentos, pressões ou divulgação unilateral de produtos e serviços.

RePública 9- Imagem ou reputação? É possível dizer o qual é mais importante para a vida útil de uma empresa?

Wilson: Há uma diferença conceitual entre imagem e reputação, uma diferença de intensidade de percepção. A imagem tem a ver mais com uma impressão a respeito de uma organização e pode ser construída rapidamente, via mídia, por contatos superficiais etc. Já a reputação se respalda em informações mais concretas, relacionamentos menos superficiais e está num nível de intensidade acima da mera imagem. Por isso, nem todas as organizações chegam a ter uma reputação e é mais complicado gerenciá-la. Uma empresa que tem uma reputação negativa terá um trabalho imenso para reverter esta situação, mas a imagem (se levarmos a sério o conceito) poderá ser revertida com menos esforço (mas que nunca será pequeno). O ideal é que as organizações cuidem da sua imagem e reputação porque repetidamente terão problemas, se forem avaliadas negativamente por seus públicos de interesse, pelo mercado e pela sociedade. E quem desfruta de imagem e reputação positivas leva sempre vantagem.

RePública 10- O senhor poderia nos dizer quais seriam os principais aspectos para que uma empresa mantenha sua imagem/ reputação forte perante a opinião pública?

Wilson: Em primeiro lugar, imagem e reputação se formam e se consolidam ao longo do tempo e a sua criação não depende apenas de um trabalho competente de comunicação e marketing (embora ele seja importante). A imagem e a reputação têm a ver com o processo de gestão, a cultura organizacional, a excelência dos recursos humanos, a sua postura ética etc, logo é equivocado imaginar que campanhas publicitárias, assessorias de imprensa, ações de comunicação/marketing por si só garantam uma boa imagem e reputação. No dia-a-dia, no contato das organizações com os seus públicos, com o mercado e a sociedade é que a imagem, e particularmente a reputação, se formam e se consolidam. A comunicação e o marketing são fundamentais mas não são suficientes para formar, e sobretudo para manter, uma boa imagem e reputação. Parafraseando o ditado tradicional, devemos dizer, que nesse caso, o “buraco é mais em cima”.

Luciana Hage

Relações Públicas

Conrerp. 1021

20 de janeiro de 2011 Posted by | Uncategorized | , | 2 Comentários

A Hora das Perspectivas

meduardosantana.wordpress.com

Os fatos que vão ditar as tendências em 2011, da cultura à economia.

Química, Florestas e a Holanda são alguns dos temas que vão ditar as tendências para o ano de 2011, em diversos setores.

Superadas as notícias que envolvem a retrospectiva do ano que passa, o mercado volta suas expectativas, imediatamente, para as perspectivas que chegam com o novo calendário. São fatos, eventos e pessoas que vão ditar as tendências dos próximos 365 dias, na cultura, na política, na economia e na sociedade como um todo.

Para se ter uma idéia da representatividade das perspectivas e das tendências, em 2009, o mercado já previa a Copa do Mundo na África e o centenário do médium Chico Xavier como grandes filões do ano de 2010, como de fato foi, é o que afirma o professor Marcelo Pinheiro, que a cada ano, estuda tendências em virtude de seu trabalho. “Se o Brasil perdeu a copa antes do tempo previsto, muita gente ganhou, antecipadamente. Com isso, que o diga o comércio que gira em torno do tema, da mesma forma que a indústria cultural se preparou para viver o centenário do nascimento de Chico Xavier, com livros, cd’s, filmes que perduram, até hoje. No caso do médium, inclusive, é uma tendência de 2010 que já mostrou que vai continuar em 2011”, explica.

Perguntado como dimensiona os fatos que podem se tornar perspectivas, o professor esclarece que são variáveis que demandam o acompanhamento das grandes mídias até matérias aprovadas nas casas legislativas, como o Senado e a Câmara Federal. “2011 será o Ano da Holanda no Brasil, aprovado por meio do Projeto de Lei nº 6498/2009, da Câmara, a exemplo da França, amplamente comemorada no País, em 2008”, comenta.

Para Marcelo Pinheiro, a simples aprovação da celebração de um País mexe com diversos ramos da sociedade, e como exemplos cita o mercado editorial, que vai explorar o tema com publicações que abordem aquele País; a gastronomia, com inúmeros festivais que vão surgir; o turismo internacional, com viagens e o próprio idioma, afinal, muitos holandeses virão para as comemorações oficiais da Lei. O efeito é cascata, destaca o professor, que também é Cerimonialista.

Embora seja a definição mais antiga para 2011, o novo ano também será marcado como: o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, o Ano Internacional da Química, que promete movimentar a comunidade científica com eventos técnicos sob este foco e o Ano Internacional das Florestas, tema este que tem muito a ver com a região amazônica. Todos declarados pela Organização das Nações Unidas. O organismo já prepara, inclusive, uma série de ações alusivas as iniciativas.

“A Convenção de Viena, sobre relações diplomáticas, também completa 50 anos, e por seu caráter representativo, vai provocar discussões políticas em todo o mundo, gerando reuniões, eventos e notícias a respeito”, conclui o professor Marcelo Pinheiro, comentando outros assuntos que são perspectivas, e tendências, para 2001. Confira!

Na cultura

  • 2011 marca o centenário da Universidade de Lisboa, ícone do ensino mundial e de forte influência para o Brasil.
  • O Tetro Municipal de São Paulo completa 100 anos em 2011, o que vai gerar uma ampla programação cultural na cidade e vai ocupar os noticiários de todo o País, pelo seu valor histórico;
  • Maria Bonita, a ilustre mulher de Lampião, se viva fosse, completaria 100 anos em 2011.

Centenários

  • Além do Teatro Municipal de São Paulo, outros importantes centenários serão celebrados em 2011, como o do Guarani Futebol Clube, das Assembléias de Deus no Brasil e de marcas como a Tramontina, Chevrolet e Audi;

Literatura e música

  • Em 2011, faz exatos 100 anos da primeira edição do Livro O triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto;
  • Centenário do nascimento de Marshalll Mcluhan, autor de conceitos comunicacionais como “aldeia global” e “o meio é a mensagem”;
  • Assim como de Assis Valente, compositor brasileiro, autor de Noite Feliz e Brasil Pandeiro.

Outros assuntos

  • Roberto Carlos comemora seus 70 anos em 2011 e a partir do enredo que está sendo preparado pela Beija Flor, no Carnaval carioca, a mídia estará voltada para esse tema. “E as festas no melhor estilo jovem guarda estarão novamente em alta”, afirma o professor Marcelo Pinheiro;
  • E pra que pensa que Paul McCartney foi a última novidade em termos de grandes shows internacionais, 2011 começa com nada mais nada menos que Amy Winehpuse, no dia 15 de janeiro, em São Paulo, seguida por nomes como Backstreet Boys, U2 e Shakira. “e junto com eles movimentam-se o turismo, a economia e muito outros setores”, afirma Marcelo Pinheiro;
  • O tradicional concurso Miss Universo, será realizado no Brasil, em 2011, assim como o Rock in Rio, que retorna ao País em meio a uma polêmica edição.

Governo gastou R$ 154 milhões em festas e homenagens, diz ONG

Para consolidar a importância desses fatos como perspectivas para o novo ano, o professor Marcelo Pinheiro recorre a cifra de R4 154 milhões gastos pelo governo Lula nos últimos 8 anos de mandato, com festas e homenagens, segundo a ONG Contas Abertas, divulgada na última semana.

“O maior indício de que tanto a iniciativa privada como a pública investem nesses eventos que, inevitavelmente, estiveram entre as tendências e perspectivas dos anos anteriores, afinal, muitos deles, são aprovados legalmente”, afirma.

De fato, aí está uma razoável tendência ou nicho a investir no ano que se inicia. E a prática não vem de 8 anos pra cá. Fernando Henrique Cardoso, o antecessor, gastou 60 milhões durante o seu governo, apontou a ONG Contas Abertas com a análise.

 

Luciana Hage

Relações Públicas

Conrerp 1021

13 de janeiro de 2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

UM PRESENTE À UMA JOVEM DE 395 ANOS

Hoje nossa Belém completa 395 anos de fundação e a pergunta que não quer calar: “e …?

Acredito que este é o questionamento que a maioria das pessoas fazem quando alguém lembra que hoje Belém está no “berço”, ou na “berlinda”, como achar melhor.

É lamentável perceber que apesar da importante data que comemora-se todo dia 12 de janeiro, desde o longínquo ano 1616, grande parte da população belenense não reconhece, ou melhor, não conhece sua própria história.

Como valorizar os ricos casarões da Cidade Velha ou a poesia de Benedito Monteiro? Como ter orgulho da chuva que cai quase sempre no mesmo horário, em tempos de inverno? Há como se emocionar ainda com a simplicidade dos versos do mestre Laurentino?

Diante de tamanho descaso com a própria história não há como vislimbrar uma mudança num futuro. Não há como esperar por dias melhores se não se sabemos de onde viemos, tampouco onde estamos e menos ainda para onde se queremos ir.

Não entremos nos méritos políticos do cerne das questões sociais e econômicas da cidade, não que seja irrelevante, mas a complexidade não nos ajudaria neste momento. Por isso pensemos no nosso papel individual nesta história, nós que somos hoje 1.392.031 habitantes. Será que cada um está desempenhando bem sua cidadania para com a sua cidade? Respeitamos nossas leis, nossos idosos e nossas crianças? Toleramos as diferenças entre religiões, raças, sexualidades?

Então fazemos de conta que Belém é a nossa empresa, ou uma empresa para a qual estamos apresentando uma solução para as questões relativas à relacionamentos, auto-estima, comunicação e valorização profissional. Ou pensemos que estamos sendo chamados a propor ações estratégicas para melhorar o desempenho produtivo dos colaboradores de uma fábrica e que eles precisam se reconhecer como peças importantes dentro do processo organizacional.

Como faríamos essa apresentação? O que proporíamos ao gestor desta empresa?

Tenho certeza que seria uma boa concorrência de idéias, então que tal tornarmos este “faz de conta” numa possibilidade real de ser colocada em prática?

Faço aqui a minha proposta, quero saber o que você faria para melhorar a nossa cidade. Levando em consideração todos os problemas que enfrentamos e todas as limitações que temos.

Desafio lançado.

 

Luciana Hage

Relações Públicas

Conrerp 1021

12 de janeiro de 2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

A REDE SOCIAL – A HISTÓRIA DO FACEBOOK

"´você não consegue ter 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos"

Tema muito recorrente nas rodas de conversas e em salas de aula do mundo inteiro, as redes sociais realmente fazem parte de nossa rotina, seja no campo profissional, quando se discute a melhor forma de utilizá-la nos planejamento de comunicação, seja nos bate papos informais entre amigos, quando decide-se adicionar ou não um amigo. Agora este tema ganhou corpo com o filme The Social Network.

O roteiro feito por Aaron Sorkin e dirigido por David Fincher tenta reproduzir as várias versões que envolvem a vida e a obra empresarial do mais jovem bilionário do mundo, Mark Zuckerberg, que hoje comemora a marca surpreendente de 500 milhões de usuários em seu Facebook, no mundo inteiro.

A dramatização, pra mim, deixa muitas dúvidas com relação a definição de quem é o mocinho e de quem é o bandido desse filme. Por outro lado, o que importa saber quem seria um ou outro? O importante é saber qual é a história verdadeira.

O meu sentimento ao assistir The Social Network, no Brasil com o título A Rede Social, é de que muitas vezes por trás dos grandes cases de sucesso empresarial, especialmente aqueles que transformam pessoas aparentemente invisíveis em grandes homens ou mulheres de negócios, tem sempre uma pitada do que não é politicamente correto e que apesar de não ser politicamente correto aceitar, é muito atraente aos olhos da maioria do público. Essa é a minha opinião.

Segundo a história do filme, nem a criação, nem a concepção e tampouco a implementação do Facebook não deve ser atribuída somente a Mark Zuckerberg. Mas a faceta de fazer com que esta ferramenta chegasse ao patamar de hoje, valendo dezenas de bilhões de dólares, é dele sim, com 100% de certeza. Os métodos são passíveis de muitos questionamentos, mas a determinação dele que transformou o Facebook na maior rede social do mundo, isso fica claro no filme, pelo menos no meu entendimento. Que o diga o ex, ou suposto, melhor amigo de Mark, e co-fundador desta rede, Eduardo Saverin.

Vale a pena assistir a este filme. Abaixo, deixo o link do trailler do filme.

 

Luciana Hage

7 de dezembro de 2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

PROFISSIONAIS DE BELÉM PROMOVERAM O 1º ENCONTRO PARA RELAÇÕES PÚBLICAS NA AMAZÔNIA – ERRPPAM

Convidados presentes no ERRPPAM

João Alberto Ianhez, Mônica, Alvarez, Waldyr Montenegro, Luciana Hage e Marcelo Pinheiro

Luciana Hage, recebendo do presidente do CONRERP, Waldyr Montenegro a portaria de nomeação da delegacia para o estado do Pará

No último dia 18 de novembro, profissionais, estudantes, mestres, empresários e sociedade se reuniram no 1º Encontro Para Relações Públicas na Amazônia, no auditório da Escola Superior da Amazônia – ESAMAZ. Uma nova história começou a ser escrita neste momento, onde a união será o maior compromisso para reverter o ambiente atual da profissão no mercado local.

O evento contou com as presenças dos presidentes do CONFERP, Sr. João Alberto Ianhez e do CONRERP, Sr. Waldyr Montenegro, além dos profissionais Mônica Alvarez e Marcelo Pinheiro. Todos tiveram um tema específico para abordar, com o foco na atividade profissional no mercado nacional, especificamente na Região Amazônica.

Os convidados inscritos puderam conhecer um pouco mais sobre as experiências vividas pelos palestrantes. Casos de sucesso foram expostos, desde seu planejamento até os resultados obtidos. Mônica Alvarez, analista de comunicação da ALUBAR apresentou as ações de relações públicas desenvolvidas pelo departamento para com os funcionários, fornecedores e parceiros dentro do ambiente organizacional.

Marcelo Pinheiro, diretor do Comitê Nacional do Cerimonial Público no estado do Pará, falou de forma mais informal sobre suas experiências como profissional das Relações Públicas e de como fez a opção de seguir dentro das atividades do Cerimonial.

Com o foco nas ações e na estrutura que cerca o Conselho Regional dos Profissionais de Relações Públicas, o presidente da entidade, Waldyr Montenegro, explanou sobre como o CONRERP vem trabalhando ao longo dos últimos anos em prol do enriquecimento da classe de profissionais. As dificuldades enfrentadas na atualidade, mas o destaque ficou as soluções que desde já estão sendo sugeriras e executadas na 6ª Região.

Ainda na fala do presidente do CONRERP, foi instalada a delegacia regional para o estado do Pará, que nomeou a profissional Luciana Hage para o cargo de delegada. Foi feita a leitura na íntegra da portaria 007/2010 e a entrega oficial do documento, formalizando a representatividade conquistada por todos os profissionais e alunos ali presentes.

Um pedaço da história das relações públicas foi relatado nas palavras de João Alberto Ianhez, que focou na importância que esta atividade possui dentro das organizações, não somente no planejamento de ações, mas principalmente na postura que se deve ter na ocupação desta função. Algumas experiências divididas, mostrando quão fundamental é o desenvolvimento de estratégias de relacionamento para o sucesso de uma organização.

No encerramento todos foram convidados a participar de um happy hour, momento em que pode haver uma maior aproximação entre os presentes, falando mais de perto sobre suas experiências e principalmente sobre o que todos podem, a partir de já, começar a fazer para que um novo cenário seja construído na região Amazônica.

Em 2011 já é uma realidade mais favorável para o mercado que envolve a atividade, pois um novo calendário será definido e executado, junto aos profissionais, estudantes, instituições de ensino superior e ensino médio.

Agora é a hora de arregaçar as mangas e trabalhar de forma mais comprometida, desta forma o benefício será sentido por todos, organização e relações públicas.

Luciana Hage

22 de novembro de 2010 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

“EU SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NO VERÃO PASSADO”

Em tempos de orkut´s, twitter´s, facebock´s e Cia. não dá mais para acreditar que o que fazemos fora do ambiente de trabalho não pode repercutir negativamente dentro dele.

Era uma vez … um funcionário que mentiu pro chefe dizendo que não ia poder trabalhar na segunda-feira por que estava muito doente, acometido por um mal súbito que o deixou indisposto, com muitas dores no corpo, que por conta disso foi parar na urgência de um hospital para fazer o tratamento, quando na verdade o verdadeiro motivo era a ressaca da festinha promovida pelo amigo que já não via há muitos anos, que rolou desde sexta-feira e que foi registrada detalhadamente pelas “malditas” câmeras. E que lógico não poderia falar nos álbuns do orkut, do facebock e nos comentários do twitter.

Resultado disso? O cidadão “trabalhador responsável” teve que assinar sua demissão no dia seguinte quando voltou a trabalhar.

Parece historinha tirada de algum livro de “como se comportar bem dentro e fora de casa”, não é? Mas acontece que não é não. Histórias como essa são mais comuns do que se pode imaginar nos nossos tempos modernos.

No inicio deste mês um caso parecido com esse ocasionou na demissão de um funcionário na Autrália http://economictimes.indiatimes.com/tech/internet/Facebook-postings-could-cost-you-your-job/articleshow/6860346.cms

Lições como essa devem nos servir para que possamos cuidar mais de nossa reputação dentro e fora de casa, do trabalho e de todos os outros ambientes em que circulamos. Essa preocupação há tempos deixou de ser um “privilégio” das celebridades. Agora cidadãos comuns, como eu e você temos que saber preservar nossa imagem para o mundo, pois o mundo está a um clique de distância.

Redes sociais são ferramentas muito importantes para relacionamentos em dias atuais, por isso muito cuidado com o que escrever, com o que comentar e o que postar nesses meios. Um trabalho muito bem articulado pode ser facilmente jogado na vala do descrédito com alguma atitude equivocada dentro destas redes.

Empresas e colaboradores precisam ter uma postura e uma conduta correta ao manifestar qualquer opinião em seus perfis pessoais ou corporativos nas mídias sociais. Essa é a nova ordem mundial. E se alguém não concordar é fácil: pede pra sair!!!!! Ou melhor nem entre, pois já dizia uma ditado antigo “quem não sabe brincar não desce para o play”.

 

Luciana Hage

 

16 de novembro de 2010 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , | Deixe um comentário

UM PROJETO NOTA 10

Larissa Mateus, Emilly, Larissa Sousa e Luciana Hage

Hoje foi um dia muito especial para um grupo de alunos do IESAM, que neste semestre encerram suas carreiras acadêmicas e ficam a um passo de se tornarem Relações Públicas. Aconteceu no auditório da Instituição a apresentação e defesa de vários trabalhos de conclusão de curso. O destaque aqui é para o grupo formado por Larissa Mateus, Emily, Larissa Sousa.

Com o tema Relações Públicas no Ambiente Corporativo: A Realidade do Profissional no Mercado de Belém, as três jovens alunas conquistaram a nota máxima pela banca de examinadores da instituição.

Para quem presenciou a apresentação fica fácil explicar a nota 10 deste trabalho. Elas foram muito seguras e apresentaram dados de grande relevância para o mercado local. Isso deu consistência ao trabalho. Na minha opinião, foi o melhor trabalho do dia, o mais inovador e o que poderá servir de referência para futuras discussões.

Temas como esse são de grande importância no contexto da realidade vivida pelos profissionais das relações públicas em Belém, pois mostram dados que merecem uma atenção especial nas discussões sobre a inserção dos profissionais na capital paraense, assim como em todo o Estado.

Parabéns, meninas!!! E sucesso na nova caminhada.

11 de novembro de 2010 Posted by | Uncategorized | 1 Comentário

1º Encontro Para Relações Públicas na Amazônia – ERRPPAM

O Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas 6ª Região, através de sua delegacia n estado do Pará, em parceria com  EZAMAZ – Escola Superior da Amazônia, realizará no próximo dia 18 de novembro o 1º Encontro Para Relações Públicas na Amazônia, na cidade de Belém.

O evento tem como meta reunir profissionais da área para debater temas relevantes ao mercado e a atuação dos Relações Públicas na região Amazônica. Para isso alguns nomes de grande importância neste cenário foram convidados.

Marcelo Pinheiro, presidente do Comitê do Cerimonial Público no Pará e gestor do Portal do Cerimonial; Mônica Alvarez, Relações Públicas da Alubar; são os nomes confirmados. Ambos tratarão de suas experiências no desenvolvimento de estratégias de comunicação voltadas para as relações públicas em suas atividades.

As presenças ilustres do presidente do Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas, Sr. João Alberto Ianhez e do presidente do Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas 6ª Região, Sr. Waldyr Montenegro irão abrilhantar o encontro.

Na ocasião será implantada oficialmente a delegacia do CONRERP 6ª Região na cidade de Belém, que nomeará a profissional Luciana Hage para o cargo de delegada da entidade.

O evento terá início as 18h30 no auditório da EZAMAZ, Unidade São Pedro.

PROGRAMAÇÃO:

18h30 – 19h – recepção dos convidados

19h – 19h05 – abertura oficial do 1º ERRPPAM

19h10 – 19h30h – A Importância do Relações Públicas no Planejamento de Comunicação- Sra. Lilian Acatauassu Nunes, Gestora do CESUPA.

19h30 – 19h50 – Comunicação na Alubar: Funções e Atividades de RP – Mônica Alvarez, Relações Públicas, Analista de Comunicação e Marketing da ALUBAR

19h50– 20h10 – O Cerimonial e as Relações Públicas – Marcelo Pinheiro, Relações Públicas, presidente do Comitê do Cerimonial Público no Estado do Pará e gestor do Portal do Cerimonial

20h10 – 20h30 – A Evolução do Profissional das Relações Públicas no Mercado Nacional, Sr. Waldyr Montenegro, presidente CONRERP 6ª Região

20h30 – 20h50 – CONFERP e CONRERP Na Atuação em Favor do Profissional das Relações Públicas, Sr. João Alberto Ianhez, presidente do CONFERP

20h50 – 21h20 – Questionamentos da platéia

21h30 – Instalação oficial da delegacia do CONRERP 6ª Região

22h – Encerramento do evento

CONFIRME SUA PRESENÇA ATRAVÉS DO E-MAIL

republicaemacao@gmail.com

10 de novembro de 2010 Posted by | Uncategorized | 3 Comentários

ENTREVISTA COM JOÃO ALBERTO IANHEZ – PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE PROFISSIONAIS DE RELAÇÕES PÚBLICAS


1-      Como o senhor avalia a formação profissional dos Relações Públicas na atualidade?

Resposta: Na maioria das escolas a formação é deficiente. Falta a visão prática e sobra visão teórica. Tanto ocorre isto, que os teóricos querem que uma área que deveria se limitar as pesquisas, aos estudos e ao ensino para a área e outras atividades inerentes a organização substitua Relações Públicas, com o nome de Comunicação Organizacional. Estão transformando a comunicação numa panacéia para tudo.

Esta confusão armada pelos teóricos e atingindo toda a sociedade, universidades e escolas, está causando confusão e interfere na formação profissional. Alguns teóricos da área de comunicação estão sendo tomados pela megalomania de algumas outras atividades organizacionais que se referem as suas especialidades dizendo “tudo é…”. Desta forma, desprezam as especializações das diferentes áreas que formam as estruturas organizacionais.   Por outro lado “a amplitude e o volume de conhecimentos nas Relações Públicas são tão vastos que os programas educacionais desta disciplina não são suficientemente bem focalizados.”(“Um modelo organizacional para o aprendizado de Relações Públicas…” IPRA) Nas perguntas que se seguem complemento esta resposta. ( Vide resposta Nº 3)

2–      O que um RP precisa ter para ser reconhecido como uma “peça” fundamental na engrenagem de uma organização?

Resposta: 1- Reportar-se ao principal executivo da organização. 2- Ter evoluído numa carreira bem sucedida da área de Relações Públicas. 3- Ter compreensão adequada dos processos organizacionais. 4 – Ter visão das intrincadas relações mantidas pela estrutura organizacional, dentro e fora da mesma. 5 – Ter visão atual da estrutura social e da sua exigência para com a organização. 6 – Estar atualizado em relação aos avanços nos campos: social, econômico, político, comunicação, informação e cultura.

3-      Qual o maior desafio hoje do profissional das relações públicas?

Resposta: Sempre, o maior desafio do profissional são as exigências do mercado e da sociedade, em contínuas mutação e evolução. A invasão do mercado de profissionais despreparados, de outras áreas que, através do tráfico de influências, consegue se colocar no mercado, mesmo sem credenciais adequadas, roubando os espaços dos profissionais de Relações Públicas, na maioria das vezes sobre o olhar leniente dos nossos profissionais. A formação é outro desafio. Sendo assim vejamos: 1 – Boa formação, que começa por uma preparação adequada antes de ingressar no curso. 2 – Buscar complementar a formação universitária pela busca mais ampla possível da visão da sociedade, suas demandas e exigências. 3 – Leitura e audiência cultural e informativa contínua e dedicada. 4 – O ideal é que o profissional de relações públicas iniciasse sua vida laboral o mais cedo possível, de preferência aos 14, 15 anos, no máximo aos 18 anos. Entendo ser essa visão prática essencial para a formação do profissional.

4-      É possível fazer planejar a comunicação somente com as técnicas de relações públicas?

Resposta: Comunicação é sinônimo de veículos, de meios. Por exemplo: o indivíduo sozinho lendo um jornal, uma revista, ou assistindo televisão, ou acessando a internet e enviando mensagem para o mundo. Ele pode objetivar diversos receptores, mas pode ser que nenhum o ouça ou veja. Isto ocorre por falta de planejamento, que não envolve apenas veículos de comunicação. Relações é sinônimo de contato, participação, interação, é integração.   Entendo eu: Quando falamos em comunicação, dentro do contexto de Relações Públicas, estamos falando de veículos, instrumentos para estruturar e solidificar relacionamentos. Portanto, o planejamento de RRPP tem os seguintes componentes essenciais: 1- A visão total e ampliada da estrutura organizacional.  2 – O mapeamento dos diferentes segmentos do público que influenciam e são influenciados pela ação da organização. 3 – Os valores que fundamentam as relações com os diferentes públicos. Eles se encontram na cultura da empresa. 4 – A missão, a visão e os objetivos organizacionais. 5 – A resposta a pergunta: Como a organização precisa ser vista pelo público para atender os seus requisitos relacionados no item anterior? 6 – A opinião dos diferentes segmentos do público em relação à organização. 7 – O que a organização espera do planejamento das atividades de Relações Públicas? 8 – Quais os meios e os veículos de comunicação que deverão ser utilizados para atingir os objetivos da organização e do programa de Relações Públicas?

Desta forma, está praticamente estruturado o programa de Relações Públicas.

5-      Na Era digital, qual o papel do RP?

Resposta: Essencial. A filosofia, os valores e as práticas de Relações Públicas aplicadas no dia-a-dia das organizações e dos seus relacionamentos devem fundamentar as relações das mesmas, os seus veículos de comunicação digital e o tratamento que dá aos de terceiros, que envolvem o seu nome. Hoje, mais do que nunca, em razão das denominadas mídias sociais as organizações precisam pautar suas relações dentro da estrutura de planejamento colocadas na resposta anterior, com valores que conduzam suas ações sem mudança de rumo, sem mentiras, sem subterfúgios. Caso essas ações não ocorram, provavelmente, ela será surpreendida no contrapé e sofrerá graves danos a sua reputação.

6-      Em sua opinião, o nome da profissão atrapalha o valor que as relações públicas possuem dentro de uma organização?

Resposta: O termo Relações Públicas sofreu muito no passado, por interpretações errôneas e por sua utilização inadequada, que ainda ocorre hoje, mas com menor freqüência. Mais tarde, sofreu o ataque da comunicação social, forma de substituí-la durante o regime militar, para buscar divulgação a todo custo de uma imagem boa para o mesmo. Ele queria a utilização dos veículos de comunicação de forma nem sempre muito ética, forçar uma imagem positiva para um regime de exceção. Relações Públicas não deu ao regime o que ele esperava. O termo comunicação social foi herdado do Vaticano que identificava através dele, as relações mantidas com a imprensa. No Brasil ele veio substituir as Relações Públicas e passou a ter uma utilização com um espectro mais amplo. Comunicação social e outros títulos ligados a comunicação serviram e servem, até hoje, para muitos profissionais não preparados fugirem da regulamentação profissional de Relações Públicas. A abordagem desses profissionais: “não são relações públicas, mas são as mesmas coisas”, também depreciaram a profissão.

Ela resistiu e continua a resistir a todas essas situações adversas.  Agora, as Relações Públicas sofrem o ataque dos que desejam, erroneamente, substituí-la pelo termo comunicação organizacional. A profissão está reagindo. Ter subsistido a todas essas situações que tentaram depreciá-las demonstram a validade e a força do nome dessa profissão, altamente valorizada por quem a conhece realmente.

7-      O senhor acredita que ainda há muita confusão com relação ao verdadeiro papel deste profissional no processo da comunicação empresarial? Por quê?

Resposta: As respostas estão dadas nas perguntas anteriores. O processo de comunicação pressupõe veículos, meios e o tratamento dos mesmos. A confusão se instalou pelo fato de que deveria ser denominado processo de relações públicas, processo de propaganda, processo de marketing, processo de recursos humanos, que envolvem as utilizações dos veículos de comunicação dentro de uma estrutura planejada que antecede a mesma.  Por que só as Relações Públicas se confundem com a comunicação e nunca tentaram substituir propaganda pelo termo comunicação? Portanto, o que há é a confusão na utilização do termo comunicação como sinônimo de Relações Públicas.

8-      Como o CONFERP tem atuado no Brasil para a valorização da atividade?

Resposta: O CONFERP é um sistema que tem por objetivo a regulamentação e a fiscalização da profissão. Como outros conselhos de profissões regulamentadas ele depende de seus profissionais para fiscalizar. A regulamentação da profissão e a fiscalização por si são atividades educativas e esclarecedoras do papel da profissão e do profissional que, paulatinamente, vão criando entendimento e utilização adequada da mesma. Talvez, pelas características de sua formação e de sua atuação o profissional de Relações Públicas não age como fiscalizador da profissão, com a intensidade que fazem profissionais de outras áreas.  Vemos alguns até unidos confortavelmente a pessoas que tentam burlar a regulamentação.  Seria uma grande contribuição se algum estudioso/pesquisador se determinasse a fazer um estudo profundo do comportamento do profissional de Relações Públicas e a sua falta de gregarismo e da defesa da profissão.

9-      A realidade vivida pelos profissionais é diferente em cada região do país?

Resposta: É. Inclusive pelo fato de sermos um país continental, com características regionais diferentes. Mas, a ação profissional para contornar qualquer situação, esteja o profissional onde estiver, é a mesma: força de vontade, determinação, entusiasmo, amor a profissão e estar preparado para enfrentar desafios. (Vide resposta da pergunta Nº 3.

10-   Que mudanças podem ser feitas para que a classe conquiste mais espaço dentro das discussões de comunicação?

Resposta: Respeito mútuo entre os profissionais, com o consequente respeito e apoio as suas entidades representativas. União de classe.

11-   Quais eventos estão acontecendo hoje, que em sua opinião, são importantes para o fomento dessas discussões?

Resposta: A discussão e a reestruturação pelo MEC dos cursos da área de Comunicação Social. No caso de Relações Públicas, o Ministério da Educação constitui uma Comissão de Especialistas que tem por função definir as novas diretrizes curriculares do curso de Relações Públicas. Através de cinco audiências públicas, distribuídas estrategicamente pelas regiões do Brasil, e de consulta pública virtual, a Comissão está buscando mobilizar a sociedade civil e as comunidades acadêmicas e profissionais de Relações Públicas para participarem.

O CONFERP também criou um Comitê com a participação de seus Conselhos Regionais para apresentar sua posição com relação ao assunto.

Além disso, o CONFERP está buscando: A abertura da profissão com registros dos pós graduados e dos tecnólogos. Nova identidade profissional atualizada e com tecnologia avançada. Modernização da identificação visual do Sistema CONFERP.

29 de outubro de 2010 Posted by | Uncategorized | , , , | Deixe um comentário