RePública Em Ação

Debatendo temas sobre Relações Públicas

Relações Públicas e o relações-públicas

Recebi o texto abaixo do meu grande amigo Marcelo Pinheiro. Acredito que seja interessante compartilhar com todos.

Por Por Paulo Nassar*

A sociedade em rede exige cada vez mais o profissional com múltiplas competências

Muita pesquisa e discussão em todo o mundo são feitas para responder “onde trabalha o profissional de Relações Públicas?”, “qual o cotidiano desse profissional?”, e, também, no ambiente corporativo global, “o que são as Relações Públicas?”.  Mais de 60 organizações profissionais internacionais e brasileiras têm se dedicado a debater o assunto. Em junho foi realizado, em Estocolmo, na Suécia, o 6º Fórum Mundial de Relações Públicas. No final, o Acordo de Estocolmo foi consolidado com o objetivo de articular e estabelecer o papel das relações públicas e da comunicação na organização comunicativa em uma sociedade em rede, que se transforma rapidamente no ambiente digital. A Aberje, única representante do Brasil, participou da construção documento.

O cotidiano do relações-públicas é território de grande abrangência e convergência. Ao examinar os documentos produzidos nesses debates ao redor do globo, pode-se dizer que esses pr ofissionais exercem suas habilidades nas áreas de serviço, indústria, agronegócio e governo. Tratam de assuntos públicos, lobbying e comunicação digital. Têm especialidades como comunicação interna, estratégia, branding e comunicação de marketing, gestão de crises e da reputação organizacional, relacionamento com a mídia, e gestão de eventos. Para atender as necessidades das organizações e aconselhar a gestão frente às demandas da sociedade e redes de públicos, devem ter habilidades de comunicação verbal e escrita, competências para analisar o ambiente organizacional nas dimensões de passado, presente, tendências futuras, planejar, coordenar, agir, controlar os processos. Além dos conhecimentos intrínsecos de relações públicas, são necessários conhecimentos de marketing e finanças, negociação, resolução de conflitos, facilitação, liderança, pensamento crítico e visão internacional. É importante também entender de economia e ciê ncias políticas, porque as organizações são condicionadas ao que acontece nesses campos.

A formação acadêmica é ampla. Muitos têm qualificação, por exemplo, em ciências sociais, artes, história, antropologia, engenharia, farmácia, filosofia, psicologia. Os graduados em relações públicas convivem com profissionais diversos, oriundos de áreas de comunicação, ciências humanas, exatas e biológicas, entre outras.

No Brasil, o ambiente de trabalho do relações-públicas acompanha o internacional Em 2009, o Instituto FSB Pesquisa publicou o Mapa da Comunicação Brasileira. Nele, a formação dos gestores da comunicação empresarial era: 29% jornalistas; 14% publicitários; 20% administradores; 9% relações-públicas; 5% marketing e 23% outras. Nos órgãos públicos, 75% jornalistas; 5% publicitários; 5% relações-públicas; 5% marketing e 10% outras.

*Paulo Nassar, < /span>Professor Doutor da ECA/USP e diretor-geral da Aberje

Anúncios

14 de setembro de 2010 Posted by | Uncategorized | , , | 1 Comentário